Sejam Benvindos ao Blog Estudos Diplomáticos !

Este espaço foi criado para reunir conhecimentos acadêmicos e informações relacionadas ao Concurso para ingresso no Instituto Rio Branco.



Mostrando postagens com marcador técnicas de estudo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador técnicas de estudo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sobre o nosso Estudo Dirigido: algumas palavras necessárias

Há alguns dias postamos certa matéria que discorria sobre o Estudo Dirigido, Metodologia e Recurso de Ensino que nossos leitores votantes escolheram em nossa 1ª enquete. Pelo que foi levantado, vale dizer, pelo extrato que postei sobre tal técnica de ensino, julgo ter revelado não ser esta forma de Metodologia algo que combine com a passividade daqueles que se propõem a participar. Quando relacionei o Estudo Dirigido como uma das opções da 1ª enquete, e vi este alcançar a preferência dos votantes, percebi a necessidade de expor em termos propriamente técnicos o que entendo por Estudo Dirigido. Quem ainda possuir dúvidas, sugiro que retorne à matéria mencionada, acessando o marcador "técnicas de estudo".

O Estudo Dirigido, como escrevemos dias atrás, possui objetivos bastante específicos, que não podem ser atingidos sem a participação ativa de todos. Utilizaremos inicialmente temas do Programa contidos no Guia de Estudos versão 2.010, onde foram selecionadas em 2ª enquete, as disciplinas Noções de Economia e Política Internacional.

Passos:

1.Designado um tema, o que será feito em razão da sua relevância (considerada a constância que é exigido no Concurso), passam a ser selecionadas obras integrantes da Bibliografia Oficial do CAD, relacionadas no Guia de Estudos 2.010. Afinal, se o livro didático deverá tornar-se o eixo em torno do qual gira o processo ensino-aprendizagem, não obstante sua complexidade, devemos nos ater no tocante à qualidade do material escrito, garantido a priori pela Bibliografia Oficial . Caso seja desejo participar do Estudo Dirigido, as inscrições serão recebidas via e-mail: estudosdiplomaticos@gmail.com São gratuitas, como todo material postado no Blog. Deverão conter o primeiro Nome, principal titulação acadêmica, nome que aparece como seguidor do Blog (somente seguidores participam, portanto se não encontra-se como seguidor do Blog, associe-se) e Cidade de origem. Serão desconsiderados e estarão sujeitos a serem apagados qualquer comentários de não inscritos no Estudo Dirigido.
2. Desenvolver o tema, a partir de um roteiro elaborado, em constante diálogo com o texto. Porém, e isto é muito importante, o roteiro compreenderá um momento individualizado e um momento socializado, o que quer dizer que aquilo que for produzido por cada um, deverá ser postado no espaço reservado aos comentários do Blog.
3. Decorrido o tempo necessário à tarefa, o qual poderemos negociar, passamos à discussão, com dias e horários pré-determinados.
4. Caso não ocorram postagens referentes ao item 2. ,ou seja, caso os colegas não queiram socializar seu aprendizado, considerarei que o Estudo Dirigido em questão não alcançou seus objetivos, no que abortarei o tema, passando ao próximo dos temas selecionados.
5. Será mantido contato durante todo o tempo pelo e-mail estudosdiplomaticos@gmail.com
Então, pessoal, encontra-se aberto o espaço para as manifestações...

sábado, 13 de março de 2010

Técnicas de Estudo: Sobre o "tempo de estudo"

Neste vídeo, William Douglas fala sobre o tempo de estudo.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Sobre o Estudo Dirigido.



Algumas palavras sobre o Estudo Dirigido

O Estudo Dirigido faz parte das Metodologias e Recursos de Ensino. Assim como a Aula Expositiva (enquanto tradicional comunicação verbal estruturada), a Aula Expositiva Dialógica (utilizada como forma de estimular o pensamento) e o Seminário (entendido como o estudo de um tema, normalmente em grupo, sob a coordenação de um especialista ou autoridade no assunto), o Estudo Dirigido possui objetivos bastante específicos.
Alguns desses objetivos seriam: 1. A provocação crítica a respeito do que a realidade indica, onde deve ser buscada na leitura os fundamentos necessários à explicação e compreensão das questões levantadas; 2. O aprofundamento do conteúdo do texto didático para além das informações superficiais e da mera opinião; 3. A busca de uma conexão entre o texto didático e seu contexto, vinculando também ao contexto do autor e do leitor, no sentido de propiciar a leitura polissêmica, vale dizer, proporcionar um processo de significação; 4. O desenvolvimento da reflexão, da criticidade e da criatividade; 5. A capacitação à leitura de textos didáticos necessários à sua instrumentalização.
Sob tais parâmetros, o livro didático acaba por tornar-se o eixo em torno do qual gira o processo ensino-aprendizagem, principal recurso de quem assume o papel de tutor; o livro didático servirá então como um guia da sua ação docente.
Alguns princípios norteiam a preparação do Estudo Dirigido. Entre eles avultam em importância, os seguintes: 1. A complexidade do texto, devendo-se compreender aquilo que se lê; 2. A qualidade do material escrito, para que possa ser usado com competência; 3. O terceiro princípio deverá articular o princípio 1. ao princípio 2., ou seja, os materiais de leitura devem ser potencialmente significativos para quem participa do estudo dirigido; 4. A atualização responde pelo último dos princípios, e na seleção dos materiais escritos como apoio à instrumentalização cultural deve-se evitar textos ou livros didáticos já ultrapassados e fora do contexto atual.
Feito isto, se passa à etapa de elaboração do roteiro propriamente dito, onde são especificadas as orientações gerais e flexíveis para que aqueles que participam do estudo possam realizar as atividades propostas, efetivando seu diálogo com o texto. O roteiro compreende então um momento individualizado e um momento socializado. Se no momento individualizado ficam eleitas atividades como a leitura global e atenta do material escrito (diálogo com o texto, onde são sublinhadas e extraídas as idéias centrais do texto, destacadas as partes que compõem o texto, esquematização do texto, assinalando-o com chaves ou setas para facilitar a articulação das idéias e o registro de notas e observações, busca do entendimento dos conceitos, formulação mesmo dos conceitos, etc...), as tarefas propostas para o trabalho socializado devem girar em torno da retomada da tese central contida no texto, mas de forma questionadora, crítica, para que se consiga compreender e interpretar os problemas importantes que foram levantados. Deve sobretudo, haver espaço tanto para o conflito intelectual, quanto para a descoberta das implicações sociais e políticas contidas no texto. Este momento costuma ter como ponto culminante uma síntese, ou seja, o estabelecimento das relações existentes entre as idéias centrais e as idéias secundárias. A síntese final é registrada necessariamente por escrito, pois o ato de ler é considerado incompleto, sem o ato de escrever.

Técnicas de Estudo

Assista este vídeo de curtíssima duração, com o especialista em Concursos, William Douglas

quarta-feira, 10 de março de 2010

Técnicas de Estudo e Preparação: "Memória"

William Douglas fala sobre um "aliado" muito importante: a memória

sexta-feira, 5 de março de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Prazo para ser aprovado...

Concurso muito disputado, e que exige um alto nível de preparação. Há como fixar prazos para aprovação? Este vídeo auxilia a refletir sobre a busca dos nossos sonhos, propondo articular os desejos às ações.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Técnicas de Estudo e Preparação para Concursos: William Douglas fala sobre "Aliados"

Sugiro atenção especial para este vídeo. Trata-se do posicionamento de um especialista. O "outro", o colega, também pode e deve ser um aliado. A filosofia deste Blog encontra-se pautada entre outras, nesta idéia. Se não fosse desta forma, o Blog nem existiria, pois a cada material postado eu estaria "alimentando concorrentes". Em concursos públicos "a fila anda", e pensar nos limites estritos do egoísmo acaba revelando-se uma insanidade...

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Técnicas de Estudo: Dicas preciosas de um especialista em Preparação para Concursos.

Olá. Este período imediato à prova do TPS separa os candidatos nas suas expectativas. Para aqueles que foram aprovados na fase inicial, e seguem nossos parabéns, caberá concentrar-se e preparar-se com afinco para a primeira das provas discursivas. Para aqueles que voltarão ao TPS em 2011, bom trabalho. Trabalharemos com muita disposição. Não se deve estudar para passar, mas até passar. Continuo aguardando a colaboração dos colegas de estudo no tocante à votação da nossa enquete, ao final da página. Trata-se de um simples "clic" no mouse, porém o número de votos é muito pequeno em relação às visitas recebidas pelo Blog. A importância desta pesquisa se impõe por sua vinculação às nossas prioridades quanto às atividades em 2010. Selecionei diversos materiais; a forma de utilizá-los dependerá no entanto do resultado da nossa enquete.
Abaixo, quatro pequenos vídeos do William Douglas, versando sobre tempo, disciplina, prioridades e decisões pessoais. Um abraço!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vésperas de Prova !

Faltam poucos dias para a prova do CAD. Minha sugestão seria seguir os ensinamentos defendidos pelo expert em Concursos, William Douglas. Em 19 de abril de 2009 (veja marcador abaixo) postamos uma síntese de um dos seus livros. Acho que vale a pena dar uma espiadinha, pois existem dicas preciosas. Abaixo, como "brinde" alguns conselhos muito úteis dados pelo autor. Boa Prova a todos. Apesar de não realizar a prova deste ano, voltarei a postar após 24 de Janeiro. Mas fiquem à vontade para acessar o Blog, caso sintam necessidade, e Bons estudos. Antonio.

Técnicas de Memorização, por William Douglas

domingo, 19 de abril de 2009

Dicas para o estudo eficaz


Como pude perceber, pelas dúvidas que foram sendo encaminhadas, o conteúdo desta obra do William Douglas poderá ser muito útil. Tive contato com este texto há cerca de ano e meio, em livro emprestado por um colega de trabalho. Trata-se do “Guia de Aprovação em Provas e Concursos".Autor: William Douglas. O conteúdo abaixo foi a síntese resultante da leitura.

- Conhecendo suas qualidades e defeitos: liste suas qualidades e seus defeitos. Aprenda a se conhecer melhor. Quais são os fatores externos considerados positivos a você? (segurança no emprego atual?... E os fatores negativos? ( atenção e saídas constantes com os filhos...).

- Dica importante do autor: Faça revisões semanais ou mensais. Fazer simulados (sobretudo provas anteriores), e rever os pontos que não foram acessados.

Sobre o Cérebro:
Aguce seu interesse pelas matérias. A partir da constatação da sua utilidade (estudo de línguas, tanto do português, quanto das línguas estrangeiras, etc..), programe o sistema límbico do anímico e da aquisição de uma “verdadeira paixão pelas matérias”;
Deixe sempre claro sobre a futura utilização do dado, dos conhecimentos adquiridos para que o cérebro queira memorizá-los.
Fixação e Manutenção das informações:
- perenização e manutenção das informações. Perenização dos registros: se dá pela indicação da utilidade do mesmo, o que ocorre pela boa fixação, que é conseguida pela utilização de técnicas e de associações da rede neural.. Recuperar informações rapidamente depende de: prática, treino, execução (releitura dos apontamentos, antes de prosseguir nos estudos).
Complementar, fazer redações e muitas questões (treino da memória) simuladas. Saber transmitir as idéias e conhecimentos.

Guardar informações a Longo Prazo
Ao estudar, enviar ao cérebro a importância do assunto estudado. Fazer resumos e revê-los periodicamente. Procurar relacionar os novos conhecimentos com aqueles já aprendidos.
Etiquetação Mental
Fixar bem o tema tratado, o índice, a capa, etc... Fazer leitura e releituras: fazer uma pré-leitura (índice, tópicos e idéias principais). Ler o texto com calma e depois relê-lo dando maior atenção aos pontos relevantes.

Técnicas básicas para o estudo eficaz
- a motivação; o amor à matéria; a curiosidade, a acuidade; e a “Agregação Cíclica”.
1ª fase: olhar o todo. Os princípios de cada matéria, fórmulas (ler livros resumidos, esquemas e índices de livros que sejam um pouco mais complexos)
2ª fase: desagregação. Transformando a sensação de confusão e dúvida em curiosidade.
3ª fase: primeiros encaixes (como um quebra-cabeças): o crescimento inicia em progressão aritmética para com o tempo passar p/ progressão geométrica, acelerar e “explodir”, fruto do persistente trabalho.
4ª fase: quanto mais se agrega conhecimento, mais fácil será agregar mais. Mas prestar atenção ao que está fazendo, absorvendo-se no trabalho ( concentração)
5ª fase: sucesso e próximos objetivos.

Ao estudar, fazer resumos, esquemas, gráficos, fluxogramas, anotações em árvore. Estudar a matéria, reler os resumos, antes de começar a estudar a próxima matéria. Quando o número de resumos se tornar muito grande, reler apenas os 4 últimos. Após, fazer revisão periódica pelos resumos.

Estudo por fases. Ler um livro de cada matéria, à escolha, o mais geral possível. Estabelecer metas finais, mas também objetivos intermediários. (Comer o “mingau” pelas beiradas...)

Tentar conjugar e colher os benefícios do estudo. Só; em grupos; em aulas e cursos específicos para concursos.

Fazer revisões da matéria (periódicas)
- ler e muito bem o edital, buscando mentalizar o valor e a importância dos assuntos p/ alcançar o objetivo e criar uma curiosidade profunda e sincera de conhecer e entender cada um daqueles temas. As provas dos últimos concursos são uma excepcional fonte de informação. Faça as provas antigas simulando o tempo e o material que o edital permite. Adquire-se a experiência dos veteranos.Provas: uma por semana a duas por mês.

O que “cai” em concursos. Existe uma estrutura lógica, que compreende o fim, as necessidades e atividades do cargo. Ver as questões que sempre caem, e as que dificilmente aparecem. Ver as questões que caíram há pouco tempo, os assuntos do momento, a História pregressa, o raciocínio dos examinadores. Dicas: todo o material impresso produzido pelo Órgão e pelos examinadores é uma excelente dica.
Os assuntos do momento tem grande chance de serem perguntados. Ver em um grupo de 10 provas anteriores, os assuntos repetidos em 5. São os assuntos “quentes”. Assuntos que caem pouco e não foram perguntados em dois ou três concursos, tem chances de serem repetidos.

Ambiente interno (corpo e mente) e externo (alimentação, silêncio, telefone, visitas)
Após os intervalos (quando a concentração começa a cair), intervalos de no máximo 15 minutos, voltar e fazer a revisão daquilo que se estudou. É um repasse da matéria que permite recomeçar do nível de entendimento no qual se parou.

Aprender a fazer provas, fazendo.
Fazer provas simuladas e reais (com tempo marcado). Resolver mais questões, se permitindo um tempo maior (p/ acostumar o organismo a uma maior concentração). À medida que a data do concurso se aproximar, fazer as provas em condições de tempo iguais (quanto ao nº de questões e tempo) às do concurso.
Provas se realizam com: - simplicidade; objetividade (responda ao que for perguntado).

Vésperas de Prova!
Dia Zero (véspera): começa com a decisão de ter sucesso no concurso. É o conjunto de procedimentos direcionados à obtenção de rendimento e resultados satisfatórios.
Proximidade da Prova (véspera 2): mês ou semana (depende da quantidade de matéria). Ocasião para revisões e simulados. Utilize os resumos, os mapas mentais e esquemas preparados durante o estudo. Dar atenção aos seus princípios básicos. Obter provas de concursos anteriores, desde que com gabarito. Simular inclusive a hora da prova: hora do início e término).
Um ou dois dias antes da prova (véspera 3): Não discuta nas vésperas. O próximo sempre tem razão. Evite alterar seu estado emocional. Evite estudar na véspera 3, mas se não suportar ficar sem estudar, estude de forma leve, descanse e durma cedo. Mentalizar imagens positivas de tranqüilidade e de calma, para na hora da prova lembrar-se da matéria. Respirar com calma – estado “alfa” para o cérebro.

Observações úteis depois da prova.
Relaxar um pouco. Depois... ver o resultado. Recorrer se for o caso. Refazer a prova faz fixar a matéria na mente para o resto da vida. E os assuntos se repetem nas provas seguintes. Corrija a prova. Analisar a prova e as próprias respostas é excelente instrumento de aperfeiçoamento.

Resumo para a prova

“Ate” “cair” “foi” “legal”, “administrei”, “revi” e “descansei”, onde:

“Ate”: corresponde a: atitude e atenção. Acima de tudo: calma, acuidade e manter o foco no objetivo.
“cair”: corresponde a calma e tranqüilidade.
“foi”: corresponde a foco.
“legal”: corresponde as instruções aos candidatos e ler a prova com atenção.
“administrei”: corresponde a administrar o tempo e administrar o que não sabe. Fazer a prova por matéria, iniciando pela que mais domina. E dentre estas as questões que sabe. Na 2ª passada, por matérias, resolva as outras, para ter chance de corrigir as questões a tempo.
“revi” corresponde a: revisões 1 e 2: a revisão 1 serve para conferir se respondeu todos os itens de uma questão múltipla. A revisão 2 é a correção da prova na hora da confecção (se tiver tempo), controlar a comichão de candidato e assumir o papel mental de examinador.
“descansei” corresponde a: intervalos, situação e atitude.


Bom, pessoal. Era isto. Espero que esta síntese os ajude. Procurem levar a sério estas dicas, pois o William Douglas é o bam, bam, bam dos concursos. E quem estiver mais interessado, sugiro a leitura do livro na íntegra.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Livros Fundamentais!


Existem obras na Bibliografia deste Concurso que poderiam ser classificadas como incontornáveis. Um destes casos considero ser este livro do Caio Prado. Ele se constitui em um marco da historiografia brasileira, quando o tema é o processo de colonização. Logo após haver terminado o mestrado em História na UFMG, na linha de pesquisa "História e Culturas Políticas", sentia a necessidade de conhecer mais alguns temas da História do Período Colonial, que os experts da área chamam de História do Império Colonial Português, pois a simples escuta de conversa de amigos da Linha de Pesquisa "História Social da Cultura", me havia trazido interrogações. Resolvi portanto, me matricular em uma “isolada” desta linha, para iniciar o estudo, de forma sistematizada, do Período Colonial. Qual o primeiro texto do Curso? Formação do Brasil Contemporâneo. Em um programa de curso preparado por uma das maiores autoridades no assunto: a Profª Drª Júnia Furtado. Com, efeito, Caio Prado produziu com este texto clássico, considerado na Academia, como fundador em termos de explicação marxista para a Formação do Brasil, uma obra tão duradoura, que se sustenta ainda hoje. Há mais: havia um colega que pesquisava sobre as Câmaras Municipais, e lembro que o texto do Caio Prado, o qual ele nunca lera na totalidade, acabou sendo decisivo (cap. Administração) para tirá-lo de alguns impasses na pesquisa. Bom, então parece que fica mais claro, porque o IRBr vem mantendo por todos estes anos, este texto do Caio Prado. Há uns dias atrás, olhando o Guia de Estudos (2008), vi que "a prova [de Português] apresenta textos curtos - extraídos da bibliografia obrigatória [e nesta constam livros de História - pag. 20, como Casa Grande&Senzala, Formação Econômica do Brasil, Visão do Paraíso e O Povo Brasileiro: a formação e o sentido do Brasil, além é claro do texto do Caio Prado.] - que servem de base para uma redação (com o valor de 60 pontos) sobre tema suscitado pelos textos e para dois exercícios de interpretação (com o valor de 20 pontos cada um). O apoio em textos propicia subsídios ao candidato, visando evitar que deixe de escrever por falta de motivação ou informação acerca do objeto temático".
Ora, o que eles querem dizer com isto ? Penso que tratam de um importante aspecto que envolve este concurso: a moldagem, o perfil do candidato esperado. Para que serve um Diplomata ? Para defender os interesses do Estado Brasileiro. Da Nação Brasileira. A Diplomacia é uma carreira de Estado, e ao diplomata não basta somente, como alguns sugerem pensar, ser exímio conhecedor de idiomas, pois a diplomacia não é um balcão comercial acrítico onde o cliente lança suas demandas. Esse profissional não deve ser um simples burocrata, mas um indivíduo penso, articulado com o Mundo (Política Internacional, História Mundial, Noções de Economia, logicamente o Inglês e outras línguas..., porém dotado de uma cultura consistente, de leituras sobre o Brasil, onde não poderão faltar Freire, Caio Prado, Sérgio Buarque.
Ao ler uma coletânea de ensaios denominada Rio Branco, a América do Sul e a Modernização do Brasil, me deparei com as impressões deixadas pelo Barão em seus contemporâneos. Um grande jurista da época, Clóvis Bevilacqua, declarara que Rio Branco havia obtido seus êxitos nas diversas disputas sobre limites territoriais que participou, graças a sua elevada cultura histórica. Me inclino a concordar com isto. Em pesquisa para a minha tese de doutorado, deparei com textos do início do século XX, onde além do Barão, outro grande nome da diplomacia daquele início de século, Oliveira Lima, apareciam como incentivadores dos Institutos Históricos, da obtenção, guarda e publicação de documentos, do incentivo a pesquisas na Europa, resgatando aquilo que fosse importante para a História do Brasil.
Se formos olhar o programa, estudando os livros pedidos (mas por favor não queiram estudar todos...), descobriremos algumas interfaces, verdadeiras ruelas ligando a bibliografia da Geografia aos textos de Economia, e estes à Política Internacional, e por aí em frente. Então, vamos à leitura.