Sejam Benvindos ao Blog Estudos Diplomáticos !

Este espaço foi criado para reunir conhecimentos acadêmicos e informações relacionadas ao Concurso para ingresso no Instituto Rio Branco.



sexta-feira, 16 de julho de 2010

história do Brasil: República Brasileira I

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Como andam as atividades dos Estudos Dirigidos?



A todos os inscritos nos Estudos Dirigidos de Política Internacional - cujas tarefas estão na tela - e de Noções de Economia - cujas atividades em breve serão postadas:





Os Estudos Dirigidos serão a nossa principal atividade no mês de Julho. Estão animados? Então vamos aproveitar!

domingo, 4 de julho de 2010

Estudo Dirigido de Noções de Economia: Nova Leitura


Aos colegas de jornada inscritos no Estudo Dirigido de Noções de Economia, sugiro uma nova leitura. O Capítulo 26, Poupança, Investimento e Sistema Financeiro, de Introdução à Economia, de N. Gregory Mankiw. O texto em questão se encontra entre as páginas 561 e 582, tomando por base a 3ª Edição da tradução Norte-Americana.


A propósito, o Prof Mankiw (foto à esq.), mantém um blog muito interessante, e até divertido.
O endereço é: gregmankiw.blogspot.com

sábado, 3 de julho de 2010

Estudo Dirigido de Política Internacional: Atividades


Tarefas para o Estudo Dirigido de Política Internacional

1) Leia atentamente o seguinte texto:

Em um mundo com ameaças menores mas, em alguns aspectos, mais mortais, a capacidade de defender-nos e de defender nossos amigos contra ataques de mísseis e outras armas terroristas pode fortalecer nossa estratégia nuclear e fornecer complemento importante às capacidades puramente de retaliação. Além disso, a capacidade de proteger nossas forças é essencial para preservar nossa liberdade de ação em uma crise. Com esse propósito, deve-se alcançar defesa eficaz como mísseis (não apenas defesa doméstica, mas também a capacidade de defender as forças norte-americanas no exterior, nossos aliados e amigos) da maneira mais eficaz em relação ao custo que ofereça a moderna tecnologia.” (Donald Rumsfeld, março de 2001).

Em relação ao texto acima: a) Identifique a corrente teórica das RI que melhor enquadram a fala do Ex-Secretário de Defesa Norte-Americano ( 20 de Janeiro de 2001 a 8 de Novembro de 2006) , sob o governo republicano do Presidente George W. Bush.

b) Justifique sua resposta extraindo da transcrição acima, os pressupostos dessa corrente teórica, anotando pelo menos, duas evidências que autorizem a identificação com a corrente proposta.

2) Tendo ainda em mente a fala de Rumsfeld, realize um esforço no sentido de correlacionar a preocupação daquele antigo Secretário de Defesa, com o padrão histórico perseguido pelos EUA, conforme exposto no texto de Cristina S. Pecequilo. (A Política Externa dos Estados Unidos: continuidade ou mudança?. Porto Alegre: UFRGs, 2003)


3) No voo de volta ao Brasil , o “Blog do Planalto”, sítio eletrônico estatal vinculado à Presidência da República, entrevistou o Ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, sobre o acordo firmado às vésperas, no dia 17 de maio entre Irã, Brasil e Turquia para o enriquecimento do urânio iraniano com fins pacíficos. O ministro estava convicto de que o acordo daria as condições necessárias para se evitar novas sanções ao Irã, e comemorava a vitória da diplomacia sobre a pressão.
Observe abaixo, trechos da entrevista do Chanceler Celso Amorim, que auxiliam na compreensão sobre a posição brasileira em relação à crise iraquiana:
Capacidade de persuasão do Brasil e da Turquia foi mais eficiente do que a linguagem da pressão”, dizia Amorim.
Para o chanceler brasileiro, os parágrafos do acordo que dizem respeito à troca do urânio iraniano - depósito de 1.200 quilos de urânio levemente enriquecido na Turquia e recebimento, até um ano depois, de 120 quilos de urânio enriquecido a 20% - são os mais importantes, por ser “um instrumento fundamental para a criação de confiança e abrir o diálogo”.
Celso Amorim frisava ainda que o acordo prevê a continuação das negociações, e fazia questão de destacar ser a primeira vez que o Irã aceitava depositar seu urânio num terceiro país (no caso, a Turquia) e assumir por escrito seus compromissos com a Agência Internacional de Energia Atômica (AEIA).
Eu acho que não há fundamento algum para novas sanções à luz do acordo. Não sou dono da cabeça de ninguém, mas eu acho que estão dadas as condições para a solução do caso do programa nuclear iraniano.”

a) dos textos acima transcritos, quais pressupostos, levando-se em conta as correntes teóricas das Relações Internacionais, melhor espelha a posição brasileira ?


b) Da fala do Chanceler brasileiro, é possível identificar alguma continuidade quanto ao padrão histórico das Relações Internacionais do Brasil?


4) Em relação à crise do Irã, o que mais difere as posições do Brasil e dos Estados Unidos, tomando-se em consideração os padrões históricos brasileiro e americano ?

(Para melhor resposta a esta questão, fica sugerida a leitura de Inserção Internacional: formação dos conceitos brasileiros, do Prof. Amado Luiz Cervo, juntamente com o texto da Prof Cristina Pecequilo, mencionado acima) .
Para responder, utilize o espaço reservado aos comentários. Respondem apenas os leitores inscritos para esta atividade.

Estudo Dirigido de Política Internacional: Subsídios

Leia o texto abaixo. Ele representa um subsídio às tarefas propostas no Estudo Dirigido de Política Internacional


DECLARAÇÃO CONJUNTA DE IRÃ, TURQUIA E BRASIL
(17 de maio de 2010)

Tendo-se reunido em Teerã em 17 de maio, os mandatários abaixo assinados acordaram a seguinte Declaração:
1. Reafirmamos nosso compromisso com o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) e, de acordo com os artigos relevantes do TNP, recordamos o direito de todos os Estados-Parte, inclusive a República Islâmica do Irã, de desenvolver pesquisa, produção e uso de energia nuclear (assim como o ciclo do combustível nuclear, inclusive atividades de enriquecimento) para fins pacíficos, sem discriminação.
2. Expressamos nossa forte convicção de que temos agora a oportunidade de começar um processo prospectivo, que criará uma atmosfera positiva, construtiva, não-confrontacional, conducente a uma era de interação e cooperação.
3. Acreditamos que a troca de combustível nuclear é instrumental para iniciar a cooperação em diferentes áreas, especialmente no que diz respeito à cooperação nuclear pacífica, incluindo construção de usinas nucleares e de reatores de pesquisa.
4. Com base nesse ponto, a troca de combustível nuclear é um ponto de partida para o começo da cooperação e um passo positivo e construtivo entre as nações. Tal passo deve levar a uma interação positiva e cooperação no campo das atividades nucleares pacíficas, substituindo e evitando todo tipo de confrontação, abstendo-se de medidas, ações e declarações retóricas que possam prejudicar os direitos e obrigações do Irã sob o TNP.
5. Baseado no que precede, de forma a facilitar a cooperação nuclear mencionada acima, a República Islâmica do Irã concorda em depositar 1200 quilos de urânio levemente enriquecido (LEU) na Turquia. Enquanto estiver na Turquia, esse urânio continuará a ser propriedade do Irã. O Irã e a AIEA poderão estacionar observadores para monitorar a guarda do urânio na Turquia.
6. O Irã notificará a AIEA por escrito, por meio dos canais oficiais, a sua concordância com o exposto acima em até sete dias após a data desta Declaração. Quando da resposta positiva do Grupo de Viena (EUA, Rússia, França e AIEA), outros detalhes da troca serão elaborados por meio de um acordo escrito e dos arranjos apropriados entre o Irã e o Grupo de Viena, que se comprometera especificamente a entregar os 120 quilos de combustível necessários para o Reator de Pesquisas de Teerã.
7. Quando o Grupo de Viena manifestar seu acordo com essa medida, ambas as partes implementarão o acordo previsto no parágrafo 6. A República Islâmica do Irã expressa estar pronta - em conformidade com o acordo – a depositar seu LEU dentro de um mês. Com base no mesmo acordo, o Grupo de Viena deve entregar 120 quilos do combustível requerido para o Reator de Pesquisas de Teerã em não mais que um ano.
8. Caso as cláusulas desta Declaração não forem respeitadas, a Turquia, mediante solicitação iraniana, devolverá rapida e incondicionalmente o LEU ao Irã.
9. A Turquia e o Brasil saudaram a continuada disposição da República Islâmica do Irã de buscar as conversas com os países 5+1 em qualquer lugar, inclusive na Turquia e no Brasil, sobre as preocupações comuns com base em compromissos coletivos e de acordo com os pontos comuns de suas propostas.
10. A Turquia e o Brasil apreciaram o compromisso iraniano com o TNP e seu papel construtivo na busca da realização dos direitos na área nuclear dos Estados-Membros. A República Islâmica do Irã apreciou os esforços construtivos dos países amigos, a Turquia e o Brasil, na criação de um ambiente conducente à realização dos direitos do Irã na área nuclear.


Manucher Mottaki
Ministro dos Negócios Estrangeiros da República Islâmica do Irã

Ahmet Davutoğlu
Ministro dos Negócios Estrangeiros da República da Turquia

Celso Amorim
Ministro das Relações Exteriores da República Federativa do Brasil