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Este espaço foi criado para reunir conhecimentos acadêmicos e informações relacionadas ao Concurso para ingresso no Instituto Rio Branco.



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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Roteiro de História do Brasil

História do Brasil

Na elaboração deste roteiro, mantive como focos constantes para chegar na Bibliografia abaixo, os Guias de Estudos e provas anteriores. As provas anteriores, ainda que sofrendo alterações provenientes de mudanças de Banca Examinadora, o que é muito normal acontecer - e pode estar acontecendo neste momento - estão eleitas como nosso centro de gravidade para esse roteiro bibliográfico. E acho que é um bom momento para desmistificar possíveis sugestões da prática de “estadanias” que porventura alguns cursinhos venham a fazer acerca de possuírem entre seus colaboradores quadros do Itamaraty. Bancas Examinadoras, apesar de soberanas, seguem Editais, o que corresponde a dizer que cobranças em Provas terão de estar em sintonia com o Guia de Estudos. No entanto, me parece que a retirada da Bibliografia Sugerida, aumentou a capacidade discriminatória da Banca.
Anteriormente já me referi à pretensão que é o programa de História do Brasil. Não haverá tempo para ler tudo. O Manual do Candidato/História, pode ser acessado no endereço eletrônico www.funag.gov.br ou, em caso de encontrar-se indisponível, ser adquirido em versão impressa na loja virtual do mesmo sítio eletrônico. Poderá ser bastante útil, e dependendo do seu conhecimento de História, até imprescindível.Tenha em mente aquilo que o Manual apresenta em uma de suas páginas iniciais: não se trata de uma apostila, e portanto, por si só, não irá habilitar o candidato com os conhecimentos necessários para a aprovação. Não irei descartá-lo por já ter vivido em diversos lugares do Brasil, e conhecer de perto a carência de Livrarias e Bibliotecas de várias cidades, apesar do advento da INTERNET, que criou as Livrarias e Sebos virtuais.
1. História concisa do Brasil, de Boris Fausto, onde o objetivo será uma revisão preliminar. Acesse após suas leituras, ou antes delas, este mesmo bloguinho. Você encontrará uma série de vídeo-aulas correspondentes a este livro. Vá nos marcadores ´vídeo-aulas História do Brasil’. A sugestão seria fazer os apontamentos em folhas de fichário, seguindo os tópicos do Guia de estudos. Então, quando for aprofundar suas leituras com as obras subsequentes, poderá “encaixar” em seu fichário, dentro dos tópicos, os seus novos apontamentos. Uma observação a fazer seria que, caso não seja possível o acesso a este livro, você poderá optar pelo bom “Trajetória Política do Brasil”, de Francisco Iglesias. Obra bem expositiva, mas que têm sua baliza temporal marcada em 1964, o que vale dizer que os itens 9. e 10 do Programa ficarão em aberto.
2. Depois do Boris Fausto, leia a História da Política Exterior do Brasil, dos professores Amado Cervo e Clodoaldo Bueno. Trata-se de um resumo muito bem feito a quatro mãos, por dois grandes especialistas quando o tema gira sobre política internacional. Se ainda não tiver seu “livro de cabeceira”, adote este.
3. Formação econômica do Brasil, do Celso Furtado. Com este livro você estuda História do Brasil, História Econômica e ainda cobre uma das obras que durante anos foi integrante da bibliografia obrigatória de Língua Portuguesa!. Nosso Blog também disponibilizou, “tabajaramente, de grátis”, a síntese de alguns capítulos deste livro, sobre a Economia do Século XIX.
4. A biografia do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, é leitura incontornável. Rio Branco: biografia pessoal e história política, obra clássica de Álvaro Lins. Você estudará não somente a biografia do Barão, mas também a vida política e social do I e II Reinados, assim como os anos iniciais da República.
6. Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai, de Francisco Doratioto. Considero inconteste ser esta a melhor obra sobre a Guerra do Paraguai, evento de tamanha importância que serviu definitivamente para forjar as nacionalidades dos países que integram a Bacia Platina.
7. Brasil, Argentina e Estados Unidos: da tríplice aliança ao mercosul (1870-2003) ,de Luiz Alberto Moniz Bandeira. Além de bastante informativo e didático, o autor conseguiu imprimir um dinamismo satisfatório a este livro. Provavelmente você gostará da leitura, e ao final dela, entenderá porque o Brasil tornou-se o key state da América do Sul, após uma disputa demorada, mas nem sempre morna com os “hermanos” argentinos.
8. História Geral do Brasil, da Maria Yedda Linhares (Org.). Obra coletiva, e um livro tão bom que me lembro de uma colega que hoje Profª Drª em História, passou toda a graduação, lendo basicamente este livro, em uma versão anterior e reduzida... Apesar de gostar mais dos capítulos destinados ao estudo da República, o fato de ter excluído as excelentes obras do José Murilo de Carvalho, fez tornar prioritária a leitura de outros capítulos desta obra. Então a sugestão é a leitura dos capítulos 3., 4., 5., 6., 7., 8., 9.; e 10.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Algumas palavras sobre o concurso de 2011

Olá, Caros Leitores. Após um curto intervalo anunciado, estou de volta. Antes de partir ao que realmente interessa, umas poucas palavras parecem se impor. A primeira questão refere-se ao Edital do Concurso, ao nº de vagas disponibilizadas no corrente ano. 26 vagas. Um nº bem abaixo daquele com o qual estamos acostumados, já fazem alguns anos. O que teria mudado nos planos do Itamaraty ? Parece que não ocorreram modificações substanciais em termos de Política de Estado, considerando que o Governo Dilma é uma espécie de continuidade do Governo Luís Inácio/ LULA. Diferenças de "estilo" diria, com a prática do consenso, do gosto pela negociação típicos de um sindicalista de vocação, substituídos pela crença no Planejamento Estratégico, levando as escolhas possíveis para o campo da decisão eminentemente técnica. Parece que é isso. No mais, tudo parece acenar, continua igual, inclusive o modelo de Estado Logístico, e o papel que a Diplomacia representa nesta escolha. Nossa pretensão ao assento permanente continua na pauta do dia. O Processo de Inserção Internacional continua. E existem eventos programados, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas que vão muito além de 2014 ou 2016, na sua tarefa de projetar o Brasil. Por fim, as aposentadorias nos quadros do Serviço Diplomático continuam a ser concedidas...
Partirei ao campo das inferições: 1. Vagas abertas.
Cerca de 105 vagas em 2010 (não sabemos quantos chegarão à formatura). 26 vagas abertas no próximo concurso.
Teríamos em 02 anos, a contar de 2012 (ano de formatura da turma que ingressou em 2010), ou seja, nos anos de 2012 e 2013 (ano de formatura da turma que ingressará em 2011), cerca de 131 novos diplomatas, isto na melhor das hipóteses, valeria dizer com Zero desistências, Zero reprovações, etc... . Teríamos uma média de 65 novos diplomatas por ano, considerados os anos de 2012 e 2013. Média bem abaixo dos anos anteriores, consideradas as atuais pretensões do Brasil.
2. O Guia de Estudos.
A ausência de indicações bibliográficas pode indicar bastante coisa. Mas parece que radicalizaram, pois silenciaram sobre a Bibliografia na prova aberta de Língua Portuguesa, onde tradicionalmente haviam indicações de leituras obrigatórias. Mudança de Banca examinadora ? Modificações "pela raiz" na forma de elaboração das provas ? Lembro no entanto que foram disponibilizadas questões, como nos anos anteriores, o que sugere uma continuidade na forma de avaliação.
Finalizando, irei disponibilizar alguns ROTEIROS DE ESTUDO que possuem o objetivo de neutralizar, em parte, a situação. Tomarei por base a Bibliografia de anos anteriores, utilizando de livros cujo conteúdo conheço, porém agora poderei sugerir com mais liberdade. Portanto aguardem. Sucesso a todos. Antonio.