Sejam Benvindos ao Blog Estudos Diplomáticos !

Este espaço foi criado para reunir conhecimentos acadêmicos e informações relacionadas ao Concurso para ingresso no Instituto Rio Branco.



domingo, 31 de janeiro de 2010

Curso de Língua Inglesa: 12 - Present Perfect Continuos

Prosseguimos com o Curso de Inglês (espero que estejam gostando), o qual possui 24 lições, cujo objetivo é proporcionar uma preparação correspondente ao nível básico do idioma. Vale reiterar que as postagens efetuadas neste Blog encontram-se voltadas, e isto vale principalmente para o idioma Inglês, para o nível de cobrança do TPS, o Teste de Pré-Seleção, ou seja a "peneira" que são as cerca de 80 questões objetivas das várias disciplinas que compõem a primeira fase. Como o próximo TPS só ocorrerá no início de 2011, creio que há tempo suficiente para uma preparação adequada, na pior das hipóteses, para o teste inicial. As outras fases? Dependerão do interesse (acho que muito mais que dos recursos econômicos), da bagagem intelectual e do talento de cada um. Logo irei disponibilizar exercícios deste curso, com gabarito. Então bom estudo a todos.
Lição 12 - Present Perfect Continuos
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sábado, 30 de janeiro de 2010

História do Brasil. O Barão do Rio Branco



Existem alguns livros, que pela sua importância, ficam "perpetuados" no programa do CAD. Rio Branco: Biografia pessoal e História política é um deles. Sua primeira edição foi em 1945, e a alta qualidade do texto, bem como a capacidade de articulação do autor, Álvaro Lins, ao manejar enredo e trama, fizeram desse livro seminal, uma leitura ainda incontornável, mesmo passados tantos anos da sua lavra. Para facilitar a localização em livrarias, reproduzimos a capa de uma das últimas edições, impressa pela Editora Alfa-Ômega em 1996. Mas ainda é possível encontrar edições mais antigas, com o mesmo texto, como o volume que me pertence, da Coleção Brasiliana (volume 325), editado pela Companhia Editora Nacional. Nessa opção, procure os Sebos, ou a Estante Virtual (http:estantevirtual.com.br).

Abaixo, um pequeno filme da série "Construtores do Brasil", cujo tema é o Patrono da Diplomacia Brasileira.


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Política Internacional: Grandes Fóruns da Sociedade Internacional Européia e Global - II



Utrecht (1714) – O Tratado de Utrecht foi além dos pressupostos anti-hegemônicos acordados em Vestfália. A experiência de ver a França assumir as aspirações hegemônicas da Espanha e da Áustria, convenceu os líderes da coalização contra Luís XIV, especialmente os estadistas ingleses e holandeses, de que era necessário ir além do princípio anti-hegemônico negativo, e na direção do conceito mais positivo de um equilíbrio móvel contínuo, no qual todos os Estados do sistema tivessem seu papel a desempenhar. O acordo de Utrecht foi apelidado la paix anglaise, e as razões derivam ,de acordo com Watson, de uma fórmula veneziana de grande prestígio, por muito tempo na Inglaterra: a preservação da liberdade de ação contra o controle hegemônico. Cumpre lembrar que os venezianos, vivendo do comércio internacional, haviam defendido a extensão do conceito Médici do equilíbrio de poder a todo o sistema, visando a que os assuntos de toda Europa pendessem em equilíbrio complexo. O conceito de equilíbrio foi da maior importância na redistribuição de territórios e em outras disposições do Acordo. O equilíbrio de poder tornou-se uma prática viável para os estadistas do século XVIII, a despeito da complexidade aumentada, que resultou da fusão dos sistemas setentrional e ocidental num só, em virtude da tentativa de hegemonia de Luís XIV ter sido quebrada por uma coalizão de Estados na qual nenhum era dominante.
Acima, alegoria da Paz, tela alusiva ao Tratado de Utrecht
(Continua...)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - VIII




Ordem: a ordem representa no sistema de Estados, um contrapeso ao desejo de independência, não obstante promova a paz e a prosperidade. O desejo de ordem torna aceitáveis, anotou o Prof. Adam Watson (imagen à esquerda), as limitações e os comprometimentos voluntários, pelas razões expostas por Hobbes e outros. Na medida em que a ordem é imposta pela força real ou potencial de uma autoridade hegemônica, esta pode ser sentida como opressiva. Porém, a ordem é promovida por acordos e regras gerais, que limitam e favorecem todos os membros do sistema e o tornam uma sociedade, o que se apresenta como um aspecto da raison de système, ou seja, a crença em que vale a pena fazer com que o sistema funcione.

Suserania: Trata-se de um conceito um tanto vago. Em Direito Internacional normalmente significa que um Estado exerce controle político sobre outro. Em muitos contextos históricos, significa uma vassalagem disfarçada. Estudiosos como Wight e H. Bull referem-se a sistemas suseranos ou sociedades suseranas, querendo referir-se àqueles em que os membros aceitavam a hegemonia como legítima. Há no entanto, uma diferença entre sistemas cujos membros estão de acordo, de uma maneira geral, quanto à idéia de que deveria haver uma autoridade suserana, mesmo quando é uma obediência na prática, e aqueles cujos membros só aceitam a autoridade suserana tacitamente. Vale dizer que a aceitação tácita é o mesmo que a aquiescência, e é necessária para qualquer hegemonia.
(Continua...)

Política Internacional: Grandes Fóruns da Sociedade Internacional Européia e Global - I





Vestfália (1648) – as negociações de Vestfália legitimaram uma comunidade de Estados soberanos e marcaram o triunfo do stato, detentor do controle de seus assuntos internos e independente em termos externos. Em grande medida, o acordo de Vestfália consistiu no registro das conquistas dos vencedores, porém, representou ainda na prática, algo de novo e de significativo: o primeiro congresso geral das verdadeiras potências da Europa. Importa dizer que os eleitores e todos os príncipes e cidades imperiais do Sacro Império que eram capazes de conduzir uma política externa independente foram separadamente representadas nas negociações. Os tratados de Vestfália lançaram muitas das regras e muitos dos princípios políticos da nova sociedade de Estados e proporcionaram provas do assentimento geral dos príncipes a esses princípios e regras, provendo um estatuto básico e abrangente para toda a Europa. Costuma-se considerar Vestfália como a origem de algumas idéias gerais que têm ecoado em acertos subseqüentes e nos congressos permanentes da Liga das Nações e das Nações Unidas: a condenação ‘medieval’ dos males da guerra e a necessidade de uma nova e melhor ordem. Contudo, um equilíbrio de poder, necessário para manter as condições em que regras e instituições não hegemônicas pudessem operar não foi estabelecido.


(Continua...)

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - VII




Situação Sobredeterminada: a noção de situação sobredeterminada refere-se a um evento que possui várias causas a determiná-lo, sendo cada uma dessas causas considerada suficiente o bastante para determinar o evento.

Sociedade Internacional: é a noção que vincula o sistema de Estados ao conjunto de regras comuns, instituições, padrões de conduta e valores que são compartilhados e acordados por Estados. A sociedade internacional global surgiu a partir do Sistema Europeu, tendo muitas das regras e instituições da sociedade européia simplesmente aplicadas de maneira global, não obstante o sistema incorpore também idéias e práticas de sistemas anteriores.
(Continua...)

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Língua Inglesa: 11 - The Present Perfect

Vamos prosseguir com o Curso de Inglês. Lição 11, The Present Perfect
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Novos Manuais disponibilizados pela FUNAG

Olá! Vasculhar constantemente o site da FUNAG é uma prática de sobrevivência. Há novos Manuais do Candidato para Política Internacional, de autoria da Cristina Pecequilo, e de Geografia, cuja autora é nada mais, nada menos que a DrªBertha K. Becker.


À primeira visada, o que mudou? Começando pelo Manual de Política Internacional, o plano da obra procura seguir de forma mais objetiva, o Programa do Concurso, contido no Guia de Estudos. Não desmerecendo, é claro o Manual anterior, do Prof. Demétrio Magnoli. A Dra Cristina Pecequilo é a autora de outra obra indicada pelo Guia, a Política Externa dos Estados Unidos, obra que relacionamos em nosso Roteiro para o estudo de Política Internacional. Foi a sua tese de Doutorado. Já lida e fichada (em papel, é claro. Já falei que sou do tempo da máquina de escrever...rs.), e que prometo disponibilizar de forma sintética neste Blog, quando puder digitá-la. Ao que interessa: é recomendável que façam o download o quanto antes desse Manual e divulguem entre seus colegas de estudo. Olha lá, hein? Nada de ficar entesourando o material, ele é para ser divulgado. Afinal de contas, com quem você debaterá no estudo para a prova? Não é melhor disponibilizar do que cair no desânimo?

As mesmas impressões do Manual de Política Internacional servem para comentar o destinado à Geografia. Bertha Becker dispensa comentários: autora de diversas obras de referência na sua área de atuação, tem em co-autoria com Cláudio Egler o livro Brasil: uma nova potência regional na economia-mundo. Obra mantida por muitos anos entre a Bibliografia sugerida para o CAD. Continuará sendo mantida? Também foi lida e fichada ( é claro que foi em papel, e escrito em garranchos praticamente indecifráveis...)e assim que puder digitá-la, disponibilizo a síntese. O novo Manual procura seguir pontos que o antigo não tratava. Talvez por isto o antigo Manual seja tão criticado. Porém sugiro que não o descartem. O endereço eletrônico www://funag.gov.br
Um abraço a todos, sejam felizes, façam seus comentários, e bons estudos!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - VI




Poder Brando (soft power): o conceito de poder brando, criado por Joseph Nye, surgiu segundo o próprio autor, para distinguir o poder de atrair e persuadir, do poder de coagir e corromper. O poder brando refere-se a uma maneira conciliadora ou indireta de exercer o poder. Nessa perspectiva, um país seria capaz de alcançar seus resultados desejados no mundo da política, porque outros países querem imitá-lo ou concordam com um sistema que produza tais efeitos. O poder brando pode repousar em recursos como a atração de suas idéias, estabelecendo estas na política mundial e atraindo outros. Esta capacidade de estabelecer preferências tende a estar associada com recursos de poder intangíveis como a cultura, a ideologia e as instituições, fatores que costumam ser enfatizados pelos contrutivistas.

Poder Duro (hard power): esta forma de poder refere-se ao uso da força, dos recursos de poder, basicamente usando capacidade de natureza militar direta, ou mesmo pela dissuasão que esta possa representar, com o objetivo de alcançar as próprias propostas e metas, afetando os outros Estados para obter os resultados desejados. O poder duro é geralmente mais importante nas regiões em industrialização e pré-industriais do mundo.

(- Acima a foto do Prof. Joseph S. Nye Jr.)
(Continua...)

Língua Inglesa: 10 - Many or Much?

Many or Much? Prosseguimos com o Curso de Inglês.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - V




Sombra do Futuro: ainda que sob a metáfora do jogo, a sombra do futuro remete também à estratégia do “olho por olho”, ou seja, diante da possibilidade de continuar o jogo com o adversário por um longo período, a tendência é que passem a ser acatadas com maior facilidade as regras da cooperação.

Equilíbrio de Poder: é um dos conceitos usados com maior freqüência na Política Internacional, e também um dos mais confusos, pois usado de forma vaga para justificar ou significar vários tipos de coisas. Inicialmente pode se dizer que o equilíbrio de poder entre os Estados não preserva a paz, mas sua independência e o sistema anárquico dos Estados separados, onde nem todos os Estados por sua vez serão preservados. A expressão equilíbrio de poder refere-se comumente a pelo menos três coisas diferentes:
- equilíbrio como distribuição de poder: onde as mudanças em uma distribuição desigual de poder entre Estados líderes pode ser um fator de guerra ou instabilidade;
- equilíbrio de poder como política: os Estados podem tentar equilibrar o poder unilateralmente, desenvolvendo armamentos ou formando alianças com outros países , cujos recursos de poder ajudem a equilibrar o “maioral’; e,
- equilíbrio de poder como sistema multipolar: encontra-se intimamente relacionado ao conceito de alianças. O equilíbrio de poder nessa acepção requer um número de países que sigam um conjunto de regras do jogo que são geralmente compreendidas.

Alianças: são acordos formais e informais que os Estados soberanos fazem uns com os outros para garantir sua segurança mútua. As alianças militares, são tradicionalmente, pontos centrais da Política Internacional. De acordo com Adam Watson, as alianças proporcionam uma forma de ordem ao que seria um sistema não coeso ao coordenar, e assim modificar o comportamento de seus membros: aspecto do que o sistema europeu chamou raison d’etat.

(Continua...)

Antigos e Novos Seguidores do Blog: Aquele Abraço!



Olá! Sejam benvindos! Estão animados? Então la vão as postagens. Aguardarei os comentários. Vamos estudar e debater, hein? Pois é assim que vamos avançar, pessoal. Nada de timidez. Aqui somos todos colegas de estudo. A "concorrência" está dentro de nós mesmos, na superação das nossas dificuldades. Tentar expor o nosso entendimento da questão, à luz de alguma leitura será essencial no processo de memorização. Está combinado? Então vamos ao trabalho!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - IV



Dilema de Segurança: a noção de dilema de segurança encontra-se imbricada com os efeitos de uma organização anárquica e a ausência de um governo superior, ou seja, duas das características essenciais da política internacional. O dilema ocorre quando um Estado promove uma ação independente para aumentar a sua segurança, no que acaba em face dessa ação, por tornar todos os outros Estados mais inseguros. Nisto, aqueles Estados que se sentem ameaçados podem vir a aumentar a sua força, para proteger-se do primeiro. O resultado dessas ações é que os esforços independentes de cada um para aumentar a própria força e segurança tornam a todos os envolvidos, mais inseguros.

Inevitabilidade: o conceito de inevitabilidade é uma crença na iminência de um acontecimento, onde se depara com um contendor em um cenário de “jogo”, e onde a estratégia fica tendente ao “olho por olho, dente por dente”, variando entre a mentira ou o blefe e a cooperação. Na política internacional a idéia de inevitabilidade é corrosiva, pois quando se acredita que a guerra é inevitável, entende-se que se está envolvendo a própria sobrevivência, o que significaria a última jogada. Caso se suspeite que o oponente está mentindo quanto ao desejo de cooperar, fica aberta a janela para o conflito, dando-se o último movimento do “jogo”. Os dilemas de segurança tornam as guerras altamente prováveis.

(Continua...)

O ingresso no Instituto Rio Branco, trabalho de Hércules!


Já ouvimos falar dos trabalhos de Hércules, 12 no total e todos muito escabrosos, missões consideradas impossíveis pelos homens da antiguidade clássica. O antigos podem nos dar boas lições, e desde que desejemos aprendê-las, podem se tornar muito úteis. Uma leitura possível sobre este capítulo da mitologia seria que podemos alcançar tudo, mesmo o considerado impossível. Porém, o detalhe é que não venceremos nada sozinhos, o que corresponde a dizer que podemos vencer melhor as dificuldades com o debate, para o qual este espaço se apresenta como uma opção.
É claro, aqueles que forem muito tímidos poderão ficar espiando de longe, apenas lendo as postagens, assistindo as vídeo-aulas e coisa e tal. Mas creio que esta forma de acompanhamento é muito passiva, ao menos para os postulantes ao IRBr. Faço então o convite para uma participação mais efetiva, por favor não se acanhem, e aqui, todos somos companheiros de estudo. Porém, a forma de acompanhar o Blog é uma escolha pessoal, sintam-se à vontade. Um abraço a todos. Antonio Carlos

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vésperas de Prova !

Faltam poucos dias para a prova do CAD. Minha sugestão seria seguir os ensinamentos defendidos pelo expert em Concursos, William Douglas. Em 19 de abril de 2009 (veja marcador abaixo) postamos uma síntese de um dos seus livros. Acho que vale a pena dar uma espiadinha, pois existem dicas preciosas. Abaixo, como "brinde" alguns conselhos muito úteis dados pelo autor. Boa Prova a todos. Apesar de não realizar a prova deste ano, voltarei a postar após 24 de Janeiro. Mas fiquem à vontade para acessar o Blog, caso sintam necessidade, e Bons estudos. Antonio.

Técnicas de Memorização, por William Douglas
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Política Internacional: A Agenda Internacional - Item 16.8. Terrorismo ( parte II)

Segue a segunda parte do vídeo que aborda o Terrorismo. Voltaremos oportunamente a este tema. Um abraço a todos.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Política Internacional: A Agenda Internacional - item 16.8 Terrorismo (parte I)

Apesar de não esgotar o assunto no nível que desejamos, trata-se de mais uma boa produção da TV Senado. Esta é a primeira parte.
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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Política Internacional: As "Escolas" Teóricas da Política Internacional - III


(Continuação...)

O Marxismo – Durante grande parte do século XX, o marxismo foi uma alternativa popular para muitos. Seus construtos teóricos repousam em Karl Marx e Friedrich Engels, tendo sofrido ao longo do tempo atualizações, entre outros, de Lênin e Gramsci. O Marxismo concentra-se na estrutura econômica interna dos Estados capitalistas: a classe econômica, a produção e as relações de propriedade. Os marxistas limitaram sua análise aos motivos econômicos e à globalização capitalista, e dessa maneira, nas palavras de Joseph Nye, subestimaram o nacionalismo, o poder do Estado e a Geopolítica. Sua falta de atenção à Diplomacia e ao equilíbrio de poder levaram a uma compreensão deficiente da Política Internacional e a previsões erradas.

O Construtivismo – O construtivismo é um posicionamento que rejeita a busca de leis específicas que caracteriza as duas teorias tradicionais do realismo e do liberalismo. Costuma apresentar generalizações contingentes e classificações contundentes como forma de explicação para debates da Política Internacional como soberania, intervenção humanitária, direitos humanos e genocídio. Dessa forma o construtivismo oferece um complemento importante às teorias tradicionais do realismo e do liberalismo. Os construtivistas inspiram-se em campos e disciplinas diferentes para examinar os processos pelos quais os líderes, os povos e as culturas alteram suas preferências, moldam sua identidade e adotam um novo comportamento. Os construtivistas apontam que conceitos como nação e soberania, que dão sentido à nossa vida, assim como às nossas teorias, são construídos socialmente, não existindo de maneira independente, como uma realidade permanente. Em crítica ao realismo e ao liberalismo, os construtivistas denunciam que estes não foram capazes de explicar adequadamente a mudança a longo prazo na política mundial. Entre as idéias-chave de maior validade aos construtivistas, aparecem a “importância das idéias” e da cultura, capazes de “moldar tanto o discurso, quanto a realidade da política internacional”, assim como as ligações entre a “subjetividade suprema dos interesses” e as “identidades em mutação”.

( Na imagem acima, o pensador marxista italiano Antonio Gramsci ( 1891 - 1937 ) cujos trabalhos inspiraram uma linha de pesquisa marxista que investiga aspectos da estruturação da ordem internacional, voltada para os mecanismos de formação do consenso como parte do estabelecimento dos padrões de dominação )

domingo, 17 de janeiro de 2010

Política Internacional: As Escolas Teóricas da Política Internacional - II



(Continuação...)

Neoliberais ou Liberais Modernos – partindo dos pressupostos teóricos do liberalismo, os neoliberais sustentam que a natureza da política internacional está mudando, e acreditam que um crescimento radical da interdependência ecológica vai apagar a tal ponto as diferenças entre as políticas internas e internacionais, e que a humanidade vai evoluir para um mundo sem fronteiras. Acreditam que problemas e valores transnacionais vão alterar a orientação estatal do sistema internacional predominante nos últimos quatrocentos anos. Dessa forma, as forças transnacionais estariam desfazendo a Paz de Westfália, o que teria por conseqüência a evolução da humanidade para uma nova modalidade de política internacional.

O Neo-realismo – Longe de significar um declínio da visão realista, as críticas recebidas por esta corrente de pensamento encorajaram um certo depuramento conceitual. O Realismo manteve adeptos ao longo da década de 70, e os mantém até os dias de hoje, porém eventos como a Guerra do Afeganistão ajudaram a instaurar um ambiente político propício à retomada dos argumentos realistas. Kenneth Waltz, com seu livro Theory of international politics (1979), procurou reabilitar a maioria das teses realistas, conferindo maior precisão às formulações oferecidas, descartando alguns argumentos do realismo clássico. Assim, as idéias realistas reformuladas nos termos propostos por Waltz ganharam o nome de neo-realismo. Autores considerados neo-realistas como Stanley Hoffmann, Morton Kaplan e Richard Rosecrance já vinham procurando suprir deficiências das formulações de Morgenthau (a saber, não ter conseguido conceitualizar satisfatóriamente as noções de balança de poder, e atribuição do exercício do poder a concepções vagas sobre a ‘natureza humana’, entre outras), concentrando seus esforços na descrição do ‘sistema’ político constituído pelos Estados, abandonando as referências à ‘natureza humana’. Passaram com isso, a oferecer explicações sobre as mudanças do sistema, e não sobre sua essência, tal como havia sido a intenção de Morgenthau. Para K. Waltz, a política internacional deve ser entendida como decorrente das características puramente políticas do sistema de Estados, sistema que é visto por ele como essencialmente anárquico e conflitivo, e consequentemente, propenso a situações de guerra. Neste sentido, Waltz tenta sustentar o argumento de que a política internacional tem uma dinâmica própria, que é a do sistema internacional, independente de quaisquer circunstâncias ou de personalidade, e procurou formular uma teoria estrutural do sistema internacional, concebida como um domínio distinto do econômico, do social ou de outros domínios internacionais.

(Continua...)

Política Internacional: A Agenda Internacional - protagonistas transnacionais (O Crime Organizado - II)

O item 16.9 do Programa de Política Internacional do CAD, põe em destaque o Narcotráfico. Este vídeo é a segunda parte do vídeo produzido pelo programa Conexão Mundo, da TV Senado.
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Política Internacional: As Escolas Teóricas da Política Internacional - I



Tradições ou “Escolas” Teóricas da Política Internacional
Realismo – é a tradição dominante no pensamento sobre a política internacional. Suas idéias-chave são a força e a sobrevivência, e seu precursor filosófico é Thomas Hobbes. Os realistas partem do pressuposto do sistema anárquico de Estados, e enfatizam a continuidade. Em termos modernos, o realismo é exemplificado pelos textos e políticas do ex-Presidente norte-americano Richard Nixon e do seu Secretário de Estado Henry Kissinger. Seu teórico de maior projeção foi Hans Morgenthau, autor do clássico “A Política entre as Nações”, de 1948. De acordo com os realistas, a política internacional começa e termina no Estado individual em interação com os outros Estados.


Liberalismo – a perspectiva liberal de pensamento sobre a política internacional têm como idéias-força o aumento da interdependência econômica e a evolução de uma sociedade mundial transnacional, e coerente com isto, enfatiza a mudança. John Locke é considerado seu precursor filosófico. Os liberais vêem uma sociedade mundial que funciona ao lado dos Estados e estabelece parte do contexto para os Estados. O comércio cruza as fronteiras, as pessoas estabelecem contatos entre si, e as Instituições, como a Organização das Nações Unidas, criam um contexto em que a visão realista da anarquia pura é insuficiente.

(Continua...)

Política Internacional: A Agenda Internacional e os protagonistas transnacionais (O Crime Organizado - I)

A AGENDA INTERNACIONAL Protagonistas transnacionais da Política Internacional: O Crime Organizado (I)
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sábado, 16 de janeiro de 2010

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - Parte III



Conceitos de Protagonistas, Metas e Instrumentos: base para teorizar sobre a Política Internacional.
Protagonistas: na visão realista tradicional, lembra Joseph Nye, os únicos protagonistas importantes são os grandes Estados. Com efeito, os Estados são os grandes protagonistas na Política Internacional do momento, mas não têm o palco só para si, pois as coisas mudaram.
Protagonistas não estatais, como grandes corporações multinacionais, passaram a controlar mais recursos econômicos do que muitas nações-estados. Grandes instituições intergovernamentais com a ONU, ou outras menores (Liga Árabe, OPEP, etc...), assim como Organizações Não Governamentais (Cruz Vermelha, Anistia Internacional, etc...), grupos étnicos transnacionais (curdos, armênios, etc...), movimentos religiosos internacionais que transitam pela política, mas também grupos terroristas, cartéis de drogas e organizações mafiosas que transcendem as fronteiras nacionais, geralmente dividindo seus recursos entre vários Estados integram o elenco dos protagonistas transnacionais.
Metas: tradicionalmente, a meta dominante dos Estados em um Sistema anárquico é a segurança militar. Atualizadas, estas metas abrangem na Política Internacional contemporânea também a segurança econômica, a contenção do tráfico de drogas e a disseminação da AIDs ou as mudanças ecológicas. Os interesses da política internacional tornam-se mais complexos, com direitos humanitários e humanos sendo elevados a uma maior importância, e a segurança individual humana assume lugar preponderante à segurança dos Estados, na abordagem de alguns importantes analistas da Política Internacional.
Os Instrumentos: na perspectiva realista, a força militar é apresentada como o único instrumento que realmente importa. Embora a força continue sendo um instrumento decisivo na Política Internacional, Joseph Nye anota que não é mais o único instrumento. O uso da interdependência econômica, das comunicações, das instituições internacionais e dos protagonistas transnacionais às vezes desempenha um papel mais significativo do que a força. A atual Política Internacional é mais complexa.

Aspectos do Sistema: A estrutura e o Processo.
Estrutura: A estrutura , assim como o processo, é um dos aspectos pertencentes ao sistema. A estrutura de um sistema refere-se à sua distribuição de poder. A estrutura poderá, assim como o processo, variar, porém suas mudanças são mais lentas que no processo. A análise política observa a estrutura do sistema internacional para prever o comportamento dos Estados e sua propensão à Guerra.
Processo: o processo de um sistema internacional é determinado por três elementos: 1) sua estrutura; 2) o contexto cultural e institucional que cerca a estrutura e determina os incentivos, capacitando os Estados para a cooperação, e 3) se os Estados são revolucionários ou moderados em suas metas e seus instrumentos.

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional - Parte II.

Conceitos Fundamentais em Política Internacional

Política Internacional – A definição corrente de política internacional refere-se a um Sistema onde Estados territoriais praticam relações na ausência de uma soberania comum, entre entidades sem nenhum governante superior, noção que encontra seu arcabouço teórico e histórico na Paz de Westfália (1648), concluída ao término da Guerra dos Trinta anos na Europa.










Sistemas Políticos Internacionais – São caracterizados por uma menor centralização e menor tangebilidade. O sistema internacional é o padrão de relacionamentos entre os Estados, sendo que o padrão como um todo é sempre considerado maior do que a soma das partes, o que vale dizer a soma das partes ou seus elementos fundamentais: os protagonistas, os instrumentos e as metas.
Os sistema político pode levar a conseqüências que os protagonistas não pretendiam originalmente. A distribuição de poder entre os Estados em um Sistema Internacional ajuda-nos a fazer previsões sobre determinados aspectos do comportamento dos Estados. Uma vez que os Estados vizinhos têm mais contato e pontos de atrito potenciais, fica fortalecida a tendência do padrão de alianças como em um tabuleiro de xadrez, padrão que sempre pôde ser encontrado nos sistemas anárquicos. Para Joseph Nye Jr., o padrão do tabuleiro de xadrez baseado no preceito segundo o qual “o inimigo de meu inimigo é meu amigo”, é uma velha tradição da Geopolítica que nos ajuda a fazer previsões convenientes em uma situação anárquica. Os sistemas podem ser unipolares (onde exista um poder hegemônico), bipolares (dois grandes protagonistas), e multipolares ou de poder disperso.

Política Internacional: Conceitos Fundamentais em Política Internacional.

Porque conhecer o significado dos conceitos? Qual a importância de saber guiar-se pelas Teorias da Política Internacional? Joseph S. Nye Jr., renomado autor que alia a Teoria do Acadêmico - cunhou o termo "soft power", que trataremos posteriormente, com a prática da Chancelaria, pois serviu por vários anos no Departamento de Estado e Defesa dos Estados Unidos, defende o uso da teoria, aliada à prática. De certa forma, justifica o autor, mesmo aqueles homens que se apresentam como "práticos", infensos a teorias, utilizam meio que inadvertidamente, teorias que foram assimiladas em algum momento da sua experiência de vida. Da mesma forma, a prática profissional de Nye no Departamento de Estado parece ter fortalecido nele a convicção de que por mais academicamente realista, liberal, ou construtivista que alguém se apresente, na hora da "ação", acabará - como o autor confessa - utilizando-se dos diversos paradigmas oferecidos por estas "escolas". Estes vídeos são uma produção da TV Senado. O primeiro trata de conceitos como Sociedade Internacional, Atores Internacionais e Sistemas Internacionais.

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Este vídeo apresenta os conceitos de forças profundas, potência e hegemonia. São de grande interesse, porém não esgotam o assunto, pois o objetivo é de mera divulgação, para um público culto, porém amplo e leigo. A qualidade do trabalho é boa, além de contar com a participação do Professor da UNB Amado Cervo e do Diplomata de Carreira Paulo Roberto de Almeida.

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Na postagem a seguir, começamos a tecer alguns comentários sobre alguns destes conceitos, acrescentando outros novos, pertinentes ao nosso estudo, com o cuidado de utilizar a Bibliografia sugerida no CAD.

Língua Inglesa: 09 - Prepositions

Prepositions

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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Política Internacional: Sínteses, Conceitos, Vídeo-Aulas, Proposição de Exercícios




As próximas postagens, conforme combinado, estarão voltadas para a Política Internacional. Consegui bons materiais, porém ainda não digitei as minhas anotações, mas acho que vale a pena aguardar.





Estou terminando de ler Joseph Nye, Adam Watson e Amado Cervo. E as vídeo-aulas contam com intervenções do Professor Amado Cervo e do Diplomata Paulo Roberto de Almeida.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Noções de Economia: Exercícios de Fixação - Tema - Crescimento Econômico



Com base no que foi aprendido na vídeo-aula postada abaixo (7. Crescimento Econômico), teste seu conhecimento abaixo, respondendo estes Exercícios de Fixação:

1. Na literatura econômica, enfatizam-se alguns itens que propiciam crescimento econômico. Quais são?

2. No caso brasileiro, cite três gargalos que dificultam o processo de crescimento econômico.

Para responder, utilize o espaço destinado aos comentários, fazendo previamente seu login.

Noções de Economia: 7. Crescimento Econômico

Diferenciar o Crescimento Econômico do Desenvolvimento Econômico. Saber o que favorece as altas taxas de crescimento. Identificar quando a Economia apresenta um processo de crscimento sustentado. Estes são alguns dos objetivos desta vídeo-aula, com a qual encerramos a série de vídeo-aulas de Noções de Economia.Espero que tenham gostado. Posteriormente irei disponibilizar exercícios de fixação sobre este importante tema. Um abraço a todos.

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sábado, 9 de janeiro de 2010

Noções de Economia: Exercícios - Estudo de Caso.


Por que a gasolina é tributada tão pesadamente? ( Estudo de Caso baseado em texto de N. Gregory Mankiw, na obra Introdução à Economia ).

Em muitoz países, a gasolina está entre os bens mais pesadamente tributados da economia: nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de metade do preço que os motoristas pagam pela gasolina se deve a impostos. Em muitos países europeus, o imposto é ainda mais elevado e o preço da gasolina é três ou quatro vezes maior do que nos Estados Unidos.

Pergunta-se: Por que esse imposto é tão comum? Formule sua resposta articulando a ação tributária dos governos com a noção de externalidade aprendida na vídeo aula de Noções de Economia abaixo (Economia no Setor Público e Finanças Públicas).

O espaço destinado a respostas será a área de comentários. Depois irei oferecer a minha resposta. Um abraço a todos.

Língua Inglesa: 7. Reading

07 - Reading
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Noções de Economia: 6. Economia no Setor Público e Finanças Públicas

Precisamos de Governo? O que são falhas de mercado? E Bens Públicos? O que se quer dizer com Monopólios Naturais? E Externalidades? Assista a esta vídeo-aula.

Economia no Setor Público e Finanças Públicas
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Noções de Economia: 5. Taxa de Câmbio e Regimes Cambiais

O funcionamento do mercado cambial, em que consiste a valorização cambial, o que são regimes cambiais. Ou ainda, como reconhecer os efeitos da variação da taxa de câmbio. Ao término desta vídeo-aula, você deverá ser capaz de responder a tudo isto.

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sábado, 2 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Noções de Economia: Exercícios Propostos

1. São variáveis ou indicadores macroeconômicos, exceto:

a) PIB

b) Nível geral de preços

c) Taxa de desemprego

d) Preço do leite

e) Taxa básica de juros


2. Sobre as metas da política macroeconômica, assinale a alternativa verdadeira:

a) Níveis altos de desemprego são aceitáveis

b) A inflação é mais prejudicial para a camada pobre da população.

c) O crescimento econômico é condição suficiente para uma distribuição de renda equitativa.

d) O Brasil vem crescendo a altas taxas nos últimos anos, tanto que se denomina a última década de milagre econômico.

e) nenhuma das alternativas anteriores.


3. Sobre as políticas fiscal e monetária, é correto afirmar que:

a) A política monetária trata da arrecadação de tributos e a política fiscal das taxas de juros.

b) A política tributária é um tipo de política monetária.

c) A política fiscal tem aplicação mais imediata do que a política monetária.

d) As políticas monetária e fiscal representam diferentes alternativas para as mesmas finalidades.

e) Nenhuma das alternativas anteriores.


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Noções de Economia. FUNDAMENTOS DE MACROECONOMIA: 4. Política Macroeconômica

O objeto de estudo da Macroeconomia. As metas da política macroeconômica e os instrumentos da política macroeconômica. Isto tudo é muito importante no programa do CAD. Disponibilizarei alguns exercícios.
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Sugiro que faça os exercícios da postagem acima. Bom estudo.