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Este espaço foi criado para reunir conhecimentos acadêmicos e informações relacionadas ao Concurso para ingresso no Instituto Rio Branco.



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segunda-feira, 1 de março de 2010

Alterações no Roteiro de Estudo de Geografia


Informo que foi inclusa uma obra de grande importância para um correto entendimento do item 6.4. Formação Territorial do Brasil. No Roteiro de Geografia, como deixar de fora O Corpo da Pátria?

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Roteiro de Estudo 2010: Geografia


Geografia:

A importância da consulta ao Guia de Estudos, coadjuvado pelas provas anteriores é o cuidado inicial para uma boa preparação. E isto, é óbvio, vale para todas as disciplinas. O conhecimento da Geografia está na moda, e para a utilização pragmática por parte dos agentes do Estado, vale dizer em termos de Geopolítica e de Planejamento Estratégico do Estado Nacional torna-se ferramenta gerencial de máximo valor.
Vamos aos Textos: 1. O Manual do Candidato, “Geografia”, da Profª Bertha K. Becker substitui o antigo escrito pela Profª Regina Célia Araújo. Este novo manual, disponível no site da FUNAG, passa a ser a primeira leitura indicada para trilhar os assuntos exigidos no Guia de Estudos. O Manual antigo poderá ser utilizado, pois apesar de vários candidatos entenderem ser pouco apropriado, tem boa escrita, e contou com o aval do Instituto à época da sua edição. Não convém desprezá-lo. Guarde-o, caso o possua, e selecione as leituras que achar que necessita. Será escolha singular, pessoal, de foro íntimo. Quanto ao novo Manual, parece ter sido escrito realmente como um Guia seguro para a primeira leitura, o primeiro contato com a matéria, pois trata de todos os títulos do Programa, na mesma ordem que aparecem no Guia de Estudos. No entanto, como a própria FUNAG esclarece nas páginas iniciais dos seus Manuais, o conteúdo dos mesmos por si só não habilitam o candidato à aprovação.
2. Novamente um texto da Bertha Becker, escrito em parceria com Cláudio Egler: Brasil: uma nova potência regional na economia-mundo. 3. Continente em chamas. Globalização e território na América Latina, org. pela Maria Laura Silveira continua a ser leitura altamente recomendável. 4. A mesma Maria Laura Silveira aparece como organizadora de “Brasil, Território e Sociedade no Limiar do Século XXI. 5. Por uma outra globalização, do saudoso Milton Santos, o Rei da Geografia Crítica. Se quiserem ler apenas a síntese, sugiro que leiam, na falta de coisa melhor, a que preparei e disponibilizei neste Blog, no ano passado. 6. A Ordem Ambiental Internacional, de Wagner Costa Ribeiro. Um assunto sempre em pauta. Onde queremos trabalhar no futuro não há espaço para acríticos ou ingênuos. A Ordem Ambiental Internacional, cuja síntese também disponibilizamos em nosso Blog, nos ajudará a pensar nesta questão. 7. Incontornável, é a leitura de O Corpo da Pátria, do Demétrio Magnoli. A fina astúcia dos portugueses (complementada pelas avançadas meridionais dos bandeirantes), e claro, o trabalho dos homens do Império e o Barão do Rio Branco, já na República, consolidando ganhos territoriais. Imperdível; e, 8. Completando nossa listagem, sugiro o volume organizado por Derek Gregory, Ron Martin e Graham Smith: Geografia Humana, sociedade, espaço e ciência social, cap. 1,2,4 e 8.
Penso em disponibilizar partes da síntese que fiz para alguns capítulos, mas vou esperar o final da nossa Enquete.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Roteiro de Estudos 2010: História do Brasil


Roteiro de Estudos/2010

História do Brasil

Na elaboração deste roteiro, mantive como focos constantes para chegar na Bibliografia abaixo, o Guia de Estudos e as provas anteriores, acessadas no site da CESPE/UNB. Também me obrigo a revelar que utilizei experiências pessoais e alheias, bem e mal-sucedidas, em diversos concursos e cursos que participei, e dos quais colhi boas lições. As provas anteriores, ainda que sofrendo alterações provenientes de mudanças de Banca Examinadora, o que é muito normal acontecer, estão eleitas como nosso centro de gravidade para esse roteiro bibliográfico. E acho que é um bom momento para desmistificar possíveis sugestões da prática de “estadanias” que porventura alguns cursinhos venham a fazer acerca de possuírem entre seus colaboradores quadros do Itamaraty. Bancas Examinadoras, apesar de soberanas, seguem Editais, o que corresponde a dizer que cobranças em Provas terão de estar em sintonia com o Guia de Estudos. A forma de Cobrança poderá variar um pouco, contudo. Variará a forma, o tipo de questão, mas não o conteúdo.
Começamos então tomando o Guia de Estudos (que estou considerando nossa leitura ‘Zero”), disponível no sítio eletrônico da CESPE www.cespe.unb.br/concursos/diplomacia2010). Já nos referimos no Roteiro de 2009, à pretensão que é o programa de História do Brasil. Não haverá tempo para ler tudo. O Manual do Candidato/História, pode ser acessado no endereço eletrônico www.funag.gov.br ou, em caso de encontrar-se disponível, ser adquirido em versão impressa na loja virtual do mesmo sítio eletrônico. Poderá ser bastante útil, e dependendo do seu conhecimento de História, até imprescindível.Tenha em mente aquilo que o Manual apresenta em uma de suas páginas iniciais: não se trata de uma apostila, e portanto, por si só, não irá habilitar o candidato com os conhecimentos necessários para a aprovação. Não irei descartá-lo por já ter vivido em diversos lugares do Brasil, e conhecer de perto a carência de Livrarias e Bibliotecas de várias cidades, apesar do advento da INTERNET, que criou as Livrarias e Sebos virtuais.
1. História concisa do Brasil, de Boris Fausto, onde o objetivo será uma revisão preliminar. Acesse após suas leituras, ou antes delas, um bloguinho, acho que o nome é Estudos ‘alguma coisa’, parece que é “estudos diplomáticos”. Lá você encontra uma série de vídeo-aulas correspondentes a este livro. Vá nos marcadores ´vídeo-aulas História do Brasil’. A sugestão seria fazer os apontamentos em folhas de fichário, seguindo os tópicos do Guia de estudos. Então, quando for aprofundar suas leituras com as obras subsequentes, poderá “encaixar” em seu fichário, dentro dos tópicos, os seus novos apontamentos. Uma observação a fazer seria que, caso não seja possível o acesso a este livro, você poderá optar pelo bom Trajetória Política do Brasil, de Francisco Iglesias. Obra bem expositiva, mas que têm sua baliza temporal marcada em 1964, o que vale dizer que os itens 9. e 10 do Programa ficarão em aberto.

2. Depois do Boris Fausto, leia a História da Política Exterior do Brasil, dos professores Amado Cervo e Clodoaldo Bueno. Trata-se de um resumo muito bem feito a quatro mãos por dois grandes especialistas quando o tema gira sobre política internacional. Se não tiver seu “livro de cabeceira”, adote este.

3. Formação econômica do Brasil, do Celso Furtado. Como disse no ano passado, “você estuda História do Brasil, História Econômica e ainda cobre uma das obras da bibliografia obrigatória de Língua Portuguesa!”. O bloguinho que citei acima, também disponibilizou a síntese de alguns capítulos deste livro, sobre a Economia do Século XIX.
4. A biografia do Barão do Rio Branco, patrono da diplomacia brasileira, é leitura incontornável. Rio Branco: biografia pessoal e história política, obra clássica de Álvaro Lins. Você estudará não somente a biografia do Barão, mas também a vida política e social do I e II Reinados, assim como os anos iniciais da República.

6. Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai, de Francisco Doratioto. Considero inconteste ser esta a melhor obra sobre a Guerra do Paraguai, evento de tamanha importância que serviu definitivamente para forjar as nacionalidades dos países que integram a Bacia Platina.

7. Brasil, Argentina e Estados Unidos: da tríplice aliança ao mercosul (1870-2003) ,de Luiz Alberto Moniz Bandeira. Além de bastante didático, o autor conseguiu imprimir um dinamismo satisfatório a este livro. Provavelmente você gostará da leitura, e ao final dela, entenderá porque o Brasil tornou-se o key state da América do Sul, após uma disputa demorada, mas nem sempre morna com os “hermanos” argentinos.

8. História Geral do Brasil, da Maria Yedda Linhares (Org.). Obra coletiva, e um livro tão bom que me lembro de uma colega que hoje Profª Drª em História, passou toda a graduação, lendo basicamente este livro, em uma versão anterior e reduzida... Apesar de gostar mais dos capítulos destinados ao estudo da República, o fato de ter excluído as excelentes obras do José Murilo de Carvalho, fez tornar prioritária a leitura de outros capítulos desta obra. Então a sugestão é a leitura dos capítulos 3., 4., 5., 6., 7., 8., 9.; e 10.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Roteiros de Estudo 2010: História Mundial



Roteiro de Estudos para candidatos ao IRB - 2010

História Mundial .


Para aqueles que experimentam o primeiro contato com este BLOG, os sumários que chamo por Roteiro de Estudo foram pensados para funcionar como uma espécie de tutores ou condutores na evolução do estudo do candidato ao CAD. Tomando por base a Bibliografia (sugerida ou obrigatória) constante do guia de estudos disponibilizado pelo IRBr e tendo as provas anteriores como pontos obrigatórios do trajeto, estes materiais de cunho oficial são os balizadores das nossas escolhas. Os roteiros de 2009 foram elaborados a ‘conta gotas’, pois não me sentia bastante seguro para opinar sobre obras de áreas do conhecimento bem pouco afins com a minha formação acadêmica. Esta insegurança em parte, porém em menor grau, ainda me acompanha.
O Estudo da História Mundial Contemporânea têm sido objeto de cobrança apenas no TPS, o que equivale dizer, que seu conhecimento será avaliado em prova objetiva, de múltipla escolha, e nem por isto, com menores fatores de complicação. Podemos ainda assinalar que os conhecimentos de História Mundial Contemporânea servirão de base para as provas de Política Internacional, sendo esta última disciplina objeto de avaliação na primeira fase (TPS, prova objetiva) e terceira fase, questões subjetivas, prova “aberta”. É preciso maior incentivo para aprender História Mundial Contemporânea?
Porém, optei por uma redução de leituras, materializada na retirada de algumas obras, e na leitura somente parcial de outras.
1. O Manual do Candidato, de autoria do Prof. Paulo Fagundes Vizentini, “História Mundial Contemporânea (1776-1991), continuará valendo por tudo o que escrevi no roteiro de 2009. Porém entendo que deverá ser lido somente por aqueles que sendo “estranhos no ninho” em ‘Humanas’, encontrem-se em dificuldades diante de textos que partem do pressuposto de um conhecimento básico da História da parte do leitor. Mas, mesmo que você esteja nos passos iniciais desta disciplina, não convém deter-se muito neste Manual. Tome algumas anotações indispensáveis: eventos e nomes muito importantes relacionados a estes, cronologias de processos e demais coisas de caráter factual. Servirão para se situar nas leituras seguintes.
2. O volume organizado pelo prof José Flávio S. Saraiva, História das Relações Internacionais Contemporâneas. A leitura desta obra se impõe. Se não tiver tempo para ler mais nada, leia ao menos este livro. Além do Organizador, assinam os artigos os Professores Amado Luiz Cervo e Wolfgang Dopke, além do Diplomata Paulo Roberto de Almeida.
3. Passe então para o texto de Paul Kennedy, Ascensão e Queda das Grandes Potências, O que interessa encontra-se no cap 4 ao 8. Kennedy é um historiador criterioso, brilhante e amiúde, muito detalhista.
4. Michel Beaud, História do Capitalismo (de 1500 aos nossos dias), Continuo defendendo que o texto é muito bom, objetivo e até bem humorado. É claro que você não deverá realizar a leitura do livro inteiro, pois deverá dirigir sua atenção para compatibilizar a leitura com os aspectos propriamente econômicos do Programa. Observe o itens 1. e 5. do Guia de Estudos, “Estruturas e idéias econômicas” e “A evolução política e econômica das Américas”. Então basta observar o índice desta obra, a partir do Cap. 2, para um bom entendimento da questão ideológica que envolveu o desenvolvimento capitalista e a grande arrancada do capitalismo britânico, em seu papel de ponta-de-lança destravador das forças produtivas. A chamada “Grande Depressão” (1873-1895), que aparece como fator sine qua non na explicação do Imperialismo (cap. 4), e a ascensão americana (Cap. 5. A Grande Reviravolta, 1914-1945). Convém dizer que Bretton Woods será tratado apenas no Cap. 6, de forma segura, porém sinteticamente an passant na pág. 303.

5. O longo século XX, de Giovanni Arrighi. Continuo sugerindo a leitura dos capítulos 1 e 4.
5. Quanto às “Eras” de Hobsbawm, vamos combinar uma coisa. Eric Hobsbawm encontra-se entre os melhores intérpretes europeus da História Contemporânea. Porém o volume de leitura de Era das Revoluções; Era do Capital; Era dos Impérios e Era dos Extremos é considerável. Convém selecionar muito bem o que será lido, o que pode ser feito com o Guia de Estudos à mão. Como leitura imprescindível, eu citaria os Cap. 1., 2., 3., 6., 7. e 16 da Era das Revoluções. Também importantes seriam os Cap. 1., 5., 6., 9., 12., 13., 14., 15., e 16 da Era do Capital. Para a Era dos Impérios, você poderá selecionar os Cap. 3., 4., 5., 6., 9., 10., 11., 12. e 13. Quanto à Era dos Extremos aconselho a leitura de toda a parte I (cap. 1 ao 7). Da parte II, os cap. 8, 11, 12 e 13. Na parte III convém estudar todos os capítulos.
9.História da América Latina, do Halperin Donghi. É leitura indispensável e você poderá estudá-lo ao longo das leituras da Era das Revoluções, do Capital e dos Impérios.
10. Em busca da China Moderna, de Jonathan D. Spence. Sugiro a leitura dos Cap. 7 ao 21, mas somente se houver tempo. Porque se não houver, as leituras de Kennedy e Hobsbawm responderão por parte do conteúdo.
Parece que ficou mais leve a carga de leituras. Ou não?!

Uma observação final: se você encontra-se matriculado em algum curso preparatório, desconfie de sugestões para substituir, sobretudo em História Mundial e do Brasil, Política Internacional, Geografia e Noções de Economia, os livros “sugeridos” no Guia de Estudos, por outras obras. Existem cursos que sob a ‘máscara’ de oferecer conteúdo, indicam leituras de alguns artigos ou partes de livros bastante descontextualizados. Já aparecem no mercado apostilas estranhas à FUNAG. Fuja disto. Não existem soluções miraculosas... O Guia de Estudos oferece diversas opções ao candidato, no que concerne à escolha das obras para estudo.